riscos ergonômicos

O que são riscos ergonômicos?

Todo gestor de RH deve estar consciente de seu papel importante na manutenção das boas condições de trabalho em sua empresa. Isso envolve trabalhar ativamente pela redução dos riscos ergonômicos, que podem afetar a saúde e a qualidade de vida dos colaboradores. Confira mais sobre os riscos ergonômicos a seguir!

Entenda os riscos ergonômicos

Começaremos entendendo o que é “ergonomia”. Esse termo refere-se a algo bem simples e abrangente: todas as relações estabelecidas entre o homem e seu ambiente de trabalho.

Assim, riscos ergonômicos são quaisquer circunstâncias de trabalho que, por motivos psicológicos ou fisiológicos, causem desconforto ao trabalhador. Isso inclui desde um trabalho realizado em uma posição inadequada, como no caso da Sara, até jornadas muito longas, monotonia e repetitividade nas atividades executadas, ou situações de alto nível de estresse mental.

Para que haja risco ergonômico, não é preciso que o trabalho envolva risco de acidentes graves. Basta haver a possibilidade de o trabalhador ter uma sensação incômoda e desagradável no cumprimento de suas tarefas.

Como identificar riscos ergonômicos

Por se tratar de um conceito amplo e, muitas vezes, subjetivo, o risco ergonômico nem sempre é facilmente identificável. Por esse motivo, foi desenvolvida a Análise Ergonômica do Trabalho – AET.

Trata-se de um documento que analisa e avalia os equipamentos e postos de trabalho da empresa, determinando se estão adequados para proporcionar boas condições aos colaboradores. A AET deve ser assinada por profissionais com conhecimento de ergonomia, como um médico do trabalho ou fisioterapeuta. No entanto, a CIPA também tem um papel importante na elaboração da AET: ela pode ajudar estes profissionais a identificar os riscos ergonômicos, através do seu olhar mais conhecedor da realidade cotidiana da empresa. Para entender melhor o trabalho da CIPA, recomendamos que você leia este artigo.

Veja também: “Luminosidade no ambiente de trabalho NR-17”

Um exemplo: A história de Sara

Sara é uma recepcionista. Ela trabalha durante seis horas por dia em um ambiente limpo, bem ventilado, sem nenhuma máquina pesada ou barulho incômodo. A maioria das pessoas diria que o trabalho de Sara é livre de qualquer risco.

Porém, a mesa e cadeira de Sara não têm a altura apropriada, e ela geralmente passa suas seis horas de trabalho muito curvada. Ao chegar em casa, reclama de fortes dores nas costas, e, às vezes, nem consegue dormir. Sara é vítima dos riscos ergonômicos.

Como melhorar a ergonomia em sua empresa

Existem diversas maneiras comprovadas de reduzir os riscos ergonômicos. Porém, o jeito mais eficaz de garantir um ambiente de trabalho mais confortável para os colaboradores é estimulando a equipe a praticar alongamentos, boa postura e pausas regulares.

Portanto, é altamente recomendado que as empresas desenvolvam um plano de educação e conscientização sobre ergonomia, o qual pode envolver palestras, workshops ou cursos EAD para a equipe. Recomendamos, também, a criação de um programa de ginástica laboral. Para tanto, a INBEP tem 06 dicas de ginástica laboral, que você pode ler neste artigo.

Benefícios da ergonomia

Além da prevenção de doenças ocupacionais, a ergonomia proporciona um ambiente de trabalho mais saudável e seguro, o que contribui para a satisfação e bem-estar no trabalho, que consequentemente reflete na melhor produtividade dos colaboradores.

Normatização da Ergonomia

A ergonomia é muito valorizada como um fator de saúde e segurança no trabalho. Por isso, ela é devidamente regularizada, através da norma NR-17, a qual estabelece, em detalhes, instruções para reduzir os riscos ergonômicos associados à mobília utilizada, aos procedimentos para carregar peso, entre outras situações comuns no ambiente de trabalho.

Ficou interessado pela questão dos riscos ergonômicos? Com certeza, sua empresa terá pontos a melhorar a partir deste conceito. E, observando estes pontos, pode-se caminhar rumo a um ambiente com condições sempre melhores para sua equipe.

Para começar, você pode ler mais sobre a NR-17 neste artigo. E, claro, não deixe de acompanhar todos os conteúdos exclusivos do blog da INBEP sobre Segurança e Saúde do Trabalho!

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